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Investigação

Miliciano Adriano Nóbrega estava escondido em sítio de vereador do PSL na Bahia

Gilsinho da Dedé, de Esplanada, afirma que foi surpreendido com notícia de que a morte aconteceu em sua propriedade. Considerado um dos chefes de grupo que atuava em Rio das Pedras, no Rio, Adriano estava foragido morreu neste domingo em confronto com policiais.

10/02/2020 10h55
Por: Rick Fontes
Fonte: G1
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Adriano Magalhães da Nóbrega, miliciano e chefe do Escritório do Crime — Foto: Reprodução
Adriano Magalhães da Nóbrega, miliciano e chefe do Escritório do Crime — Foto: Reprodução

O ex-capitão da Polícia Militar do Rio de Janeiro Adriano Magalhães da Nóbrega, morto em um confronto com policiais militares na manhã deste domingo (9), na zona rural de Esplanada (BA), estava escondido no sítio do vereador do PSL Gilsinho da Dedé.

Em entrevista, Gilsinho afirmou que ficou surpreso ao saber que o ex-capitão do Batalhão de Operações Especiais (Bope) estava em seu sítio, negou conhecer o miliciano e disse que o terreno deve ter sido invadido. O vereador afirmou ainda que a propriedade não tem caseiro e é cercada de arame.

"Na realidade, fui informado por um vizinho, me informando que estava tendo uma operação e perguntando se estava sabendo de alguma coisa, achando que era até assalto. Estou viajando e não tinha informação nenhuma, recebi apenas isso [inicialmente]", declarou Gilsinho, que se filiou ao PSL pouco antes das eleições municipais de 2016.

Ele afirma que entrou em contato com um delegado da região e ficou sabendo que se tratava de uma operação da Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) com equipes do Rio. Disse ainda que aguarda esclarecimentos da secretaria. Perguntado se conhecia Adriano, Gilsinho foi enfático:

"Nunca [conheci] na minha vida. Nunca falei, além das fotos que saíram na mídia nunca nem vi, nem falei, nunca tive nenhum contato, nem fui apresentado".

Gilsinho se filiou ao PSL em 2016, quando o presidente Jair Bolsonaro ainda não estava filiado ao partido. Segundo o vereador, ele apoiou Fernando Haddad na campanha a presidente em 2018.

"Nunca fui ideologicamente afinado com o presidente. Não tenho nenhum alinhamento. Fiz campanha para o Rui Costa (atual governador da Bahia) no estado e para Haddad (Fernando Haddad, candidato à presidência pelo PT) na nacional", afirmou o vereador, que pretende trocar o PSL pelo PSB.

Miliciano foi encontrado com quatros armas e 13 celulares — Foto: Divulgação/SSP-BA

 

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